quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

DESAFIO MINEIRO. QUE TENTÁ? ÓIA QUE NUMÉFACE NÃO!




IMAGEM DE ROGÉRIO LEAL
Luiziânia Goiás

3 comentários:

  1. "ói Procevê" que bagunça num foi o "mi dipipoca" dentro da galinha assando, rsrsr, "inté eu ia sustar cumeste baruio"...Rsrsrs, coisa de minerio não é mesmo Re?rsrsrs...


    Adorei...Beijos

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  2. Oi Regina,

    e sabe qual é a origem desta forma de falar dos mineiros, que reduz as palavras a uma sílaba só e as frases a uma única palavra?

    Segundo estudiosos, deve-se à pressão sofrida pelos mineiros na época do ciclo do ouro, quando a coroa portuguesa colocava ouvidores nomeados ocultamente por ela, para manter relações de amizade com as pessoas e as famílias, frequentar suas casas e denunciar quem vivia com fartura, um possível sinal de que esta pessoa estava extraindo ilegalmente o ouro que diziam pertencer somente à coroa. para se defenderem das denúncias o povo usava o recurso de diminuir as palavras e emenda-las, na tentativa de não permitir que os portugueses entendessem o que falavam entre si.

    Vem desta mesma situação de opressão e temor, o maior traço do temperamento dos mineiros: o ser reservado, desconfiado e quietinho. Um povo que viveu sob opressão e ameaça de condenação ou morte, nos primeiros tempos de sua organização, por serem habitantes da terra mais rica do país, só poderiam ser desconfiados e discretos, preservando-se sempre e fazendo mais do que falando. Comendo quietinho e escondendo o
    queijo na gaveta pra ninguém saber com quantas posses viviam, por isso as mesas coloniais em Minas todas possuem gavetas, pra esconder o
    queijo quando a visita chegava, não propriamente por ser "pão-duro", mas pra salvar o pescoço. Ser rico em Minas na época da colônia era sempre um risco de ser acusado de roubo nas minas e literalmente "perder a cabeça" por isto.

    E, por causa desta mesma opressão, nasceu em Minas o grito de liberdade que ecoou em todo o país e culminou com a independência nacional.

    A bandeira mineira nos conta sobre esta opressão e esta luta.

    Ser mineiro é ser quietinho, é falar curtinho e, acima de tudo é ser livre.

    Adorei o "mineirim cuzinhano". rsrsrs

    Beijos!

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  3. Legal! Vejo que não recusa a origem.
    Bacana!
    Visitem o meu blog:
    http://midiaecoporanga.blogspot.com/

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