quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mulheres de fibra. Mesmo na dor. Assim são as mães.


Este texto nasceu da Campanha Felipe Rian, este pequeno guerreiro na foto ao lado direito do Blog. Clique conheça o caso. E ajude se puder.

Meninas, moças, fêmeas, mães, avós. Substantivos que definem um ser bem peculiar. 
Que não entrega os pontos!
Sofre, mas segue em frente.
Tem medo, mas, não se intimida!
Dança no olho do furacão, como se fosse um dia calmo de verão.
Não tem vergonha de pedir perdão.
Por causa dos filhos se humilha por um pedaço de pão.

Estas são as muitas personagens vividas pelas MULHERES. Sejam brasileiras ou não. Algumas são bebes ainda, outras mocinhas, fêmeas, mães e outras avós fofas de algodão..

Vocês devem estar pensando se tratar de uma homenagem, uma poesia. Bem caros leitores, seria muito pertinente e merecido se querem saber. Mas não, não  se trata de uma homenagem, e sim de um lamento.

Lamento pelas mulheres mães negras, brancas, indígenas, asiáticas, brasileiras, esposas, tias, meretriz, ricas ou pobres.

Lamento com as mães, pelas mães e para as mães.

Lamento pelas mães que choram por seus filhos, sejam por motivo de morte ou falta de sorte!

Lamento o pranto materno ao logo da História ou nas Estórias.
Lamento por elas.

Tétis, que chorou quando atingido no calcanhar Aquiles morreu.

Isabel, ao ver João Batista, o profeta das boas novas, perder a cabeça em nome de Cristo.

Maria diante de seu filho, Jesus Crucificado.

As Mães da Praça de Maio com seus filhos desaparecidos.

As mães desfilhadas pelo golpe de 64.

As mães da Praça da Sé que banham as ruas Paulistas com seu pranto em busca dos amados desaparecidos.

Ai, quantos ais. Sofridos, doídos, gemidos!

E ainda nos dias de hoje elas choram. Não sei se mais ou menos do que as do passado. Só sei que choram.

Rafaela Morgana Diniz chora por seu filho Felipe Rian que está doente. Anjinho ainda. Chora uma lágrima doída sofrida por não conseguir tratamento para o filho. 
E se não fosse o bem querer do Povo de bem, há muito teria definhando no seu pranto!

Lamento pela rede pública de saúde que MORREU, não atende mais ninguém! Este foi o único filho cujo a  mãe não chorou. Nem uma lágrima se quer. 

 Eu não sou mãe nem nada, mas choro também! Choro pelo Brasil que ainda é uma terra onde os filhos choram e mãe não ouve.

Texto de Regina Márcia

6 comentários:

  1. Caramba!!
    Texto muito top!! E que retrata muito bem a nossa realidade!!
    Belo Texto Regina!!
    By: http://penseoamanha.blogspot.com/
    abs

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  2. Parabéns! Triste, muito triste! Mas lindo, e infelizmente o retrato de uma triste e cruel realidade!Uma 6ªF iluminada e repleta de bênçãos! Abraço fraterno e carinhoso!Dorme com os anjos!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com/

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  3. Parabéns, linda, recomendei no google +1 e RT também, parabéns.

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  4. Dá uma espiada na postagem de amanhã, 22/01, estará iniciando uma campanha...Abraço fraterno e carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com/

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  5. Ôi amiga! Onde vc está? Tô com saudade...Aparece! Já viu a Campanha do "Seja um Coração Amigo"? Não quer participar? Coloca o selo no teu blog! Me visita e saiba como! Por uma internet, mais humana, generosa e mais amor entre blogs...Muito obrigada pelo carinho! Nunca lembre de me esquecer! Volta sempre que quiseres e/ou puderes!Abraço fraterno e carinhoso!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com/

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